sexta-feira, 1 de julho de 2011

O ocaso

Na hora mais triste do dia assisti
Ao sol se pondo, meu amor a partir.
E vi sobrar apenas uma escuridão infinda
Coberta de estrelas que caem contínuas.

No negrume dessa noite então percebi
Que o sol levara meu amor no ocaso,
E o crepúsculo fora o culpado pelo acaso,
Deixando-me apenas estrelas que continuam a cair.

Soturnamente sozinha recolhi-me.
Esperando a dor esvair-se,
Atônita com as estrelas caindo,
Direcionei o olhar ao Alto e percebi que:

Um novo sol há de vir amanhã
Uma nova aurora resplandecedora da manhã
E à noite, uma nova estrela,
Que brilha, mas não cai.


LuisaG.Couto