Um dia o palhaço querido
Caminhava pelo circo florido
Jogando doces à criançada
Que cena mais engraçada!
Eis a razão do seu brio:
A bela bailarina do circo
Que até de longe encantava.
Ela era a mais linda das flores
O mais lapidado cristal
Tinha as mais belas cores
Nos seus olhos de vitral.
Uma carta de amor lhe enviou,
Ansioso por respostas, aguardou
Enquanto o trapezista oportunista
Fugia com a bailarina de cristal.
Então o palhaço saiu às ruas
Pragueando pelas calçadas,
Assustando a garotada,
Que cena mais trágica!
E o palhaço maldito
Pôs fogo no circo
Que, semelhante àquele,
Ficou sem brilho, sem flor,
Sem graça, sem nada.
LGC