quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Chesed

Por um instante, distante
De tudo o que me prende
Avante!
Das afrontas,  à frente.
Enfrentando meu inimigo,
Meu espelho. Adiante!
Andando Contigo
Sou leve, sou trigo.
Sou barro, sou vaso
Quebrado e moldado.

A Ti pertence o amanhã
E, a cada manhã,
Não somos consumidos
Antes, rejuvenescidos
Pelo fulgor das primícias solares,
Pelos cânticos e pelos cantares
Que, tal qual fênix
Em tom escarlate, progride,
Depois, em chamas, regride,
Desfazendo-se e refazendo-se
Como sol nascendo
Ou ao acaso, em cada ocaso
Despojando-se e renascendo
A cada dia, para tua glória.


(L.G.C)