Corri, e não saí do lugar.
Busquei, mas não consegui achar.
Águas de outras fontes.
"Tenho sede", então subi ao monte.
Lá de cima pude ver
Tantas cisternas rotas
Que com minhas próprias mãos cavei.
Não retiveram nenhuma gota.
Chorei.
Mágoas em forma de lágrimas
Memórias ruins em uma caixa
Escura como o meu próprio ego;
Ressoa minha dor em um eco
Quão cego!
Pela Tua graça, porém
Encontrei a fonte.
Água viva, manancial,
Essência vital.
Flui em mim o Teu rio
E já não sou eu quem vivo,
Mas Cristo vive em mim!
(Laís Lacerda, em profundo agradecimento).
Por que "Yellow Cake"? Não é simplesmente um bolo amarelo. É uma expressão que denota uma fase do processo de enriquecimento de urânio, em que este já está livre de impurezas, para que assim se produza a energia nuclear. É uma metáfora! :)
domingo, 25 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Azeitonas
Quando esses olhos
Encontram os meus
Vejo um vitral
Caramelo, cristal.
E esse encontro par
Faz-me enxergar
O que eu não quero ver
E o que eu quero ter.
Em um piscar de olhos
Tu despertas, sem intento,
O que eu busco adormecer.
Peço-te, portanto,
Que não me olhes nos olhos
Pois será óbvio o meu encanto
E evidente o engano
De poder te ver.
Peço-te, no entanto,
Que não os retire de mim,
Posto que são o meu canto,
Meu refúgio, e um tanto
De um terço
De um começo
Que espero não ter fim.
LuísaG.Couto
Encontram os meus
Vejo um vitral
Caramelo, cristal.
E esse encontro par
Faz-me enxergar
O que eu não quero ver
E o que eu quero ter.
Em um piscar de olhos
Tu despertas, sem intento,
O que eu busco adormecer.
Peço-te, portanto,
Que não me olhes nos olhos
Pois será óbvio o meu encanto
E evidente o engano
De poder te ver.
Peço-te, no entanto,
Que não os retire de mim,
Posto que são o meu canto,
Meu refúgio, e um tanto
De um terço
De um começo
Que espero não ter fim.
LuísaG.Couto
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